Tóquio em 4 pratos

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Cogumelos portabello  fatiados, cebola amarela em anéis finos, corte de lombo bovino, arroz ao vinho “mirin” e macarrão shiritaki: este é o sukyaki, ilustrado acima, um dos pratos mais tradicionais da culinária japonesa. E não há lugar melhor para experimentá-lo do que no restaurante Ishibashi.

 

O Ishibashi é considerado por muitos o melhor restaurante de sukyiaki do mundo, sendo um dos poucos estabelecimentos especializados no prato a ser premiado com uma estrela Michelin, a mais alta honraria concedida pela gastronomia internacional. Sua ambiência, leve e arejada, possui traços característicos das tradicionais casas japonesas, trazendo tons caseiros acolhedores para a experiência.

 

Tokyo é uma cidade única por ser, ao mesmo tempo, extremamente avant-garde no sentido tecnológico, mas cuja cultura local, assim como em todo o país, valoriza bastante a história e a tradição. Esses valores partem, principalmente, das religiões shinto e budista, as principais do país.

 

No geral, a população como um todo é bastante receptiva com os visitantes, sejam domésticos ou de fora do país, e o momento da refeição na cultura japonesa é um dos mais importantes do dia, tanto que muitos restaurantes restringem o uso do celular em seus interiores.

 

Se você quiser uma experiência mais intimista, o Sukiyabashi Jiro Honten é uma ótima opção. O Sukiyabashi conta com apenas 10 assentos em seu balcão principal, de você pode acompanhar bem de perto o preparo dos sushis, tornando cada refeição um verdadeiro aprendizado. Capitaneado pelo chef Jiro Ono, esse sushi bar utiliza apenas pescados e frutos do mar fresquinhos, adquiridos diariamente no mercado Tsukiji, um dos maiores e melhores do país.

Sushi no Sukiyabashi. Para o chef Jiro Ono, consistência e apresentação são tão importantes quanto sabor.

 

O restaurante conta ainda com um menu de degustação, que consiste de 20 peças de sushi e chá verde japonês. 20 peças parecem demais para você? Não precisa se preocupar: o chef prepara as refeições de forma 100% personalizada ao gosto do cliente, com peças maiores ou menores de acordo com o apetite de cada um.

 

Mas se o que você procura é carne vermelha de qualidade, então você precisa conhecer o Aragawa. O restaurante já ganhou duas estrelas Michelin e sua especialidade é a carne de wagyu, uma espécie premium de gado crescida somente no Japão. Sua carne é tão diferenciada que é importada pelos melhores restaurantes ao redor do mundo; nós falamos um pouco da carne de wagyu no texto Sidney em 4 pratos.

 

Corte kobe no restaurante Aragawa. Saborosa, marmorizada e suculenta.

 

A carne servida no Aragawa, inclusive, é uma variante ainda mais exclusiva do wagyu: desde sua abertura, na década de 60, o restaurante possui o próprio rancho onde crescem suas vacas tajima, descendentes do wagyu. Mais especificamente, eles servem o corte kobe da vaca tajima, que requer uma série de práticas únicas e é reconhecido como uma iguaria japonesa por seu sabor e consistência característicos.

 

A carne vermelha no país possui uma história curiosa: no início do século VI, com a chegada do budismo, religião que acredita que humanos podem reencarnar em outros animais, os japoneses deixaram de lado a carne vermelha por quase 12 séculos! Mas além das razões religiosas, existe também uma razão bastante prática para a restrição.

 

A criação de gado exige uma grande quantidade de recursos, tanto no sentido de território quanto de insumos, até chegar ao ponto de abate. Devido ao tamanho reduzido do país, e pelo fato de que o arroz assim como os pescados sempre supriram em larga parte as demandas proteicas da população, a produção de carne vermelha ficou restrita por muito tempo. Foi apenas a partir do século XIX que surgiram a produção de carnes premium, como o wagyu.

 

Para finalizar, não podemos deixar de mencionar o icônico Joel Robuchon e o premiadíssimo restaurante que carrega o seu nome. O chef francês já estampou seu nome nas principais cidades do mundo, com cada filial sendo ainda mais bem sucedida que a anterior.

 

Situado em um chateau, ou castelo, no coração da megalópole, o Joel Robuchon já conquistou três estrelas Michelin se apoiando em técnicas francesas com ingredientes japoneses. Nosso destaque vai para o ravioli de lagosta com rabanete japonês, um prato tão delicioso quanto exótico.

 

Percebeu que as palavras “estrela Michelin” foram repetidas incontáveis vezes ao longo do texto? Isso é porque Tóquio é a cidade mais estrelada do mundo, com mais de 227 restaurantes honrados com o prêmio. Venha conhecer e se deliciar na maior cidade do planeta, com o maior conforto possível: fale com a gente e #VivaOExtraordinario.

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